
Quando chegar o inverno,
ainda terei lenha sob a lareira.
O coração, ainda estará aquecido,
até a próxima estação de primavera.
Sou a cigarra, que ama sem reservas.
Mas, que guarda sua sinfonia do querer,
em sua alma. Tenho as letras de um poema,
que ainda não foi escrito, a espera da luz do dia.
Não quero, que esses tempos passem rápidos
ou lentos demais. Que apenas sigam seu curso.
E esse espaço? Seja infinito, para longos passeios,
daqueles que tem começo, mas não tem hora de terminar.
Olho a volta. Estamos sentados a beira de um cais.
Teu olhar, segue o meu, no contemplar do céu.
Os que veem apenas um fenômeno atmosférico,
ficam surpresos, por vermos muito mais além.
Que nosso amor, persiga as estrelas,
mas que ao alcançá-las, apenas toque o véu
de sua pureza, e que as deixe seguir,
para que possam iluminar o nosso caminho.
Somos navegantes, és o leme que conduz,
meu coração, através desses mares bravios,
de humanas proporções. Do lado de lá,
nos espera a redenção de novos dias.
By Enilda Teixeira Góes
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