
Se a alegria não me tem visitado, não importa;
Eu visito-a com todas as pompas empurrando a porta.
Esta não se pode queixar, porque mora sempre em mim;
É que a esqueço de vez em quando, e Ela se enrola num manto de dores,
Escondendo atrás muitas alegrias, criando-me saudades de muitos amores,
Bate-me forte no peito em tom de mágoas, dizendo este é o fim!
Mas tenho a chave do meu sonhar, onde vivem os segredos e os degredos!
Então opto pelo exílio do que não tem mais sentido e abraço a adubação,
Lembrando-me que nu e só, nasci livro e terra, sem letras e sem sementes,
E que se aqui dentro há algum vazio com muitas coisas ausentes,
Bate em mim, bem forte e calejado, um grande e amável coração!
Ganso Selvagem (Rui Moreira)
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